Fernanda e Zachary me chamaram em junho. Trancoso, fevereiro do ano seguinte. Disseram só uma coisa: "queremos sentir como foi". Aceitei. Filmar um casamento é decidir o que cortar. Esse dia teve quatorze horas, sete cenários, duzentos convidados. O filme tem 14 minutos. Tudo que ficou aqui foi escolhido três vezes: na hora de filmar, na hora de cortar, na hora de mostrar.
O ritmo foi pensado pra TV grande, com som alto, em casa. O trailer é uma promessa. O filme é a obra. Os votos íntegros estão separados pra quem não pôde ir. A versão pra família é mais lenta — feita pros pais e avós que não têm pressa.
Os reels verticais são versões menores, pra story. Não são o filme. São teasers que sobrevivem ao algoritmo. O filme inteiro pede tempo, escuro, fone.
Obrigado pela confiança. — GQ, mai/2026